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Relatório CETESB 2007
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Para facilitar a análise dos senhores leitores, segue a reprodução de um dos trechos do relatório da CETESB e que serviu de base para matéria do jornalista José Ernesto Credendio da FSP. O relatório completo está democraticamente disponível no site da CETESB: . http://www.cetesb.sp.gov.br/Agua/rios/publicacoes.asp
Relatório da Qualidade das Águas Interiores – CETESB/2007 Síntese – páginas 471 a 474
A ampliação da rede de esgotos e a implantação das cinco estações de tratamento de efluentes líquidos da Sabesp deve ser a responsável pela melhora observada, uma vez que estas removem a matéria orgânica biodegradável. No entanto, a ETE de Barueri, responsável por aproximadamente 70% da carga de esgoto tratada na RMSP, deve estar com sua operação deficiente, uma vez que o Rio Tietê, na barragem de Edgard de Souza, não apresentou as melhoras dos pontos imediatamente de montante, da Ponte dos Remédios e da Estrutura do Retiro. Na figura 31.20, é apresentada a carga de DBO5,20 do Rio Tietê, na barragem de Edgard de Souza, permitindo constatar que não existe uma tendência definida ao longo dos últimos dez anos. A carga média histórica, em Edgard de Souza, é de, aproximadamente, 403 mil kg DBO5,20/dia. Portanto, esse dado confirma que não existe uma redução da carga orgânica destinada ao Médio Tietê.
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Em termos de nitrogênio amoniacal e fósforo total, também se verifica que o trecho final do Rio Tietê, entre a Ponte dos Remédios e a barragem de Edgard de Souza, onde se concentram as maiores cargas poluidoras, apresentou as maiores médias anuais. No caso do nitrogênio amoniacal, ainda se constatou uma tendência de piora nos pontos do Rio Tietê na Ponte dos Remédios (figura 31.21) e na barragem de Pirapora (figura 31.22). Essa piora deve-se ao fato de que as ETEs da Sabesp não estão dotadas de tratamento terciário para remoção de nutrientes. Desta forma, tais nutrientes são exportados para as UGRHIs de jusante, acarretando uma crescente eutrofização dos reservatórios do Rio Tietê, principalmente aqueles do Médio Tietê. Com relação aos metais pesados, constata-se que as maiores concentrações de níquel e zinco em 2007 foram encontradas no trecho do Rio Tietê, entre o Parque Ecológico e a ponte das Bandeiras, com destaque para os afluentes Tamanduateí, Cabuçu e Aricanduva. No caso do zinco, ainda se constatou uma tendência de piora, considerando os resultados dos últimos dez anos, em dois pontos do Rio Tietê: um em Guarulhos a montante do Parque Ecológico (figura 31.23) e outro em São Paulo na Ponte das Bandeiras (figura 31.24).
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Diante do exposto, reforça-se a necessidade da continuidade dos investimentos no saneamento ambiental da RMSP, bem como um direcionamento das ações de controle das atividades industriais, que tenham em seus efluentes zinco e níquel. Outro aspecto, que deve discutido com os gestores dos recursos hídricos e sociedade civil, é o nível de tratamento a ser almejado para o Alto Tietê, uma vez que o sistema secundário atualmente implantado não é eficiente na remoção do nitrogênio e do fósforo, que afetam os reservatórios do Médio e Baixo Tietê.
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