,Informação Técnica nº 05/2004/ETQA
DATA: 15/12/2004
ASSUNTO: Monitoramento de Compostos
de Enxofre Total Reduzido nos Municípios de Pirapora do Bom Jesus
e São Lourenço da Serra
SOLICITANTE: Centro de
Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde
Ofícios CVE/DOMA
Nº270/2004 e Nº610/2004
1. INTRODUÇÃO
Em atendimento à solicitação do Centro de Vigilância
Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde, Divisão de Meio Ambiente
(Ofícios CVE/DOMA Nº270/2004 e Nº610/2004), o Setor de Amostragem e Análise do
Ar (ETQA) em conjunto com o Setor de Telemetria (ETQT) realizou o monitoramento
dos compostos de enxofre total reduzido (ETR) na atmosfera do Município de
Pirapora do Bom Jesus no período de 28 de abril a 01 de junho de 2004 e,
posteriormente, de 9 de agosto a 13 de setembro de
2004. Visando comparar as concentrações de ETR em Pirapora com as concentrações
em um local em que as fontes de emissão deste poluente são, em tese,
irrelevantes, foi feito o monitoramento de ETR
O estudo a ser desenvolvido pelo CVE visa, segundo o ofício
recebido, investigar a taxa de sintomas respiratórios nos moradores de ambos os
municípios e detectar a possível associação de tais sintomas com a poluição
atmosférica em Pirapora do Bom Jesus, decorrente da contaminação do rio Tietê.
Os resultados da primeira etapa do monitoramento foram
apresentados na Informação Técnica Nº4/2004/ETQA e fazem parte do presente
documento, onde constam os resultados de todo o estudo realizado em Pirapora do
Bom Jesus e
2. CONSIDERAÇÕES GERAIS
Os compostos de enxofre reduzido podem ocorrer naturalmente
no ambiente como resultado de degradação microbiológica de sulfatos, sob
condições anaeróbicas, e como resultado da decomposição bacteriológica de
proteínas. Assim, a combinação de um ambiente anaeróbico com matéria orgânica
contendo sulfato, como ocorre em corpos de água estagnada, resultará na
produção de compostos de enxofre reduzido(1).
Tais compostos, em especial, o sulfeto de hidrogênio (H2S), podem
ser utilizados como indicador deste tipo de poluição.
A soma das concentrações destes compostos é denominada
enxofre total reduzido (ETR), dentre os quais os mais comuns e abundantes são:
sulfeto de hidrogênio (H2S), metilmercaptana
(CH3SH), dimetil sulfeto ((CH3)2S)
e dimetil dissulfeto (CH3SSCH3)(1). Dentre estes, o H2S é
o mais encontrado na atmosfera e, dependendo da temperatura e do pH, a relação mercaptana:H2S
em plantas de tratamento de esgoto fica, usualmente, entre 1:50 e 1:100 (1).
Do ponto de vista toxicológico, indivíduos expostos e ETR
relatam sintomas similares àqueles relatados por exposição a H2S.
Tais sintomas incluem: irritação de olhos, nariz e sistema respiratório, e dor
de cabeça(1). De maneira geral,
os ETR apresentam baixo limite de percepção de odor.
3. METODOLOGIA DE AMOSTRAGEM E
ANÁLISE
O monitoramento automático de ETR foi realizado de forma
contínua durante todo o período de estudo. A utilização de um conversor
térmico, associado a um analisador de SO2 por fluorescência, permitiu a análise dos compostos de enxofre total reduzido
presentes na atmosfera. Os resultados apresentados correspondem às médias
horárias.
4. LOCAIS DE AMOSTRAGEM
As amostragens foram realizadas na área urbana de Pirapora
do Bom Jesus, às margens de um trecho do rio Tietê, próximo à Barragem, onde se
constata a presença de odor, e

Figura 1 – Imagem Nata(3) – localização dos Municípios de
Pirapora do Bom Jesus e São Lourenço da Serra
4.1 - SÃO LOURENÇO DA SERRA
As amostras foram coletadas na Unidade Básica de Saúde, Rua
João Alfredo de Moraes, 105, cujas coordenadas UTM são 23K0301682;

Figura 2 – Imagem Nata(3) – São Lourenço da Serra
4.2 – PIRAPORA DO BOM JESUS
O amostrador foi instalado no Posto
de Saúde (UMS Benedito Zeferino da Silva), à Av. Maria
José de Oliveira Bueno, s/n, Vila Nova. As coordenadas UTM do local da
amostragem são: 23K0295117;

Figura 3 – Imagem nata (3)
– Pirapora do Bom Jesus
5. RESULTADOS
Não existe na legislação brasileira padrão de qualidade do
ar para ETR, assim, para interpretação dos resultados de concentração, foram
consideradas informações encontradas na literatura.
Como valor de referência da qualidade do ar pra ETR
(calculado como sulfeto de hidrogênio), foi utilizada a concentração de 40 µg/m³ - 29ppb, por um período de 1 hora, que é o padrão de
qualidade do ar estabelecido para Ontário – Canadá(4),
considerado o incômodo do odor. Para conversão da unidade µg/m³ em ppb, utilizou-se 25ºC e 760mmHg. A concentração
utilizada na Califórnia como padrão de qualidade do ar apenas para o sulfeto de
hidrogênio (30ppb - 42 µg/m³,
média de 1 hora) foi definida com o objetivo de minimizar o incômodo causado
pelo odor à população(5). Os padrões para ETR e para o H2S,
isoladamente, são muito próximos.
O valor de referência apresentado pela Organização Mundial
da Saúde (OMS)(6) para Europa
para o H2S é de 150 µg/m³ (108ppb), média
de 24 horas, visando a proteção da saúde.
Para o limite de percepção de odor, considerou-se o valor de
5 ppb, indicando o incômodo causado pelo gás
sulfídrico. É importante considerar que além do H2S, outros
compostos de enxofre reduzido, como metil mercaptana, dimetil mercaptana e dimetil dissulfeto, cujos limites de percepção de odor são ainda
mais baixos(2), podem estar
presentes na atmosfera sendo todos quantificados como ETR. Entretanto, como não
existe limite de percepção de odor para o ETR como um todo e sim para seus
componentes individuais, e considerando-se que devido ao tipo de fonte o H2S
é o composto predominante no Município, será utilizado o limite de percepção de
odor deste gás.
Um ponto importante a ser destacado é que o limite de
percepção de odor é definido como a menor concentração do poluente no ar
passível de ser detectada pela média da população saudável. Há vários fatores
que afetam a sensibilidade ao odor, tais como, idade, estar resfriado ou com
alergia, fadiga, desatenção, entre outros. Assim, mesmo para concentrações
próximas do valor de referência, como é o caso do padrão de qualidade do ar
para H2S adotado na Califórnia, 30 ppb, ainda uma parcela
considerável da população não detectaria o odor, conforme expresso na tabela 1.
Tabela 1 – Estimativas do percentual
de pessoas sensíveis a diferentes concentrações de H2S(5)
|
Concentração de H2S (ppb) |
Pessoas capazes de |
|
40 |
88 |
|
30 |
83 |
|
25 |
80 |
|
20 |
74 |
|
8 |
50 |
5.1- SÃO LOURENÇO DA SERRA
Na figura 4, são apresentadas as concentrações horárias de
ETR detectadas durante o período em que as medidas foram efetuadas. Durante o
período de monitoramento, não foi alcançada em nenhum momento a concentração
adotada como valor de referência da qualidade do ar para ETR (29 ppb).

Figura 4 – Concentrações horárias de
ETR – período:
03/06/2004 a 25/06/2004
A figura 5 mostra o perfil de concentração horária de ETR ao
longo do dia. O gráfico elaborado com os resultados medidos no período de
03/06/2004 a 25/06/2004 mostra que as concentrações médias mantiveram-se muito
baixas durante todo o período do monitoramento, não se observando variação
significativa das concentrações em função do horário.

Figura 5 – concentrações médias
horárias de ETR – período
de 03/06/2004 a 25/06/2004
A figura 6 apresenta as máximas concentrações de ETR
observadas em cada horário durante o período de monitoramento. Nota-se que
durante o estudo em apenas duas vezes foi ultrapassado o limite de percepção de
odor para H2S (5ppb). A concentração máxima horária detectada foi 6 ppb, alcançada em 09/06/2004 às 7h e em 18/06/2004 às 5h,
estando portanto muito próximo do limite de percepção em questão.

Figura 6 – Concentrações máximas
horárias de ETR – período:
03/06/2004 a 25/06/2004
A tabela 2 apresenta as ultrapassagens do limite de
percepção de odor para o H2S (5ppb), no período de 03/06/2004 a
25/06/2004.
Tabela 2 –
Ultrapassagens do Limite de percepção de Odor de H2S (5ppb),
|
Período |
Nº Total de Medidas |
Ultrapassagem do Limite de Percepção de Odor |
|
|
Nº |
% |
||
|
03/06/2004
a 25/06/2004 |
519 |
2 |
0,4 |
Observa-se, na tabela 2, que a presença de odor causado pelo
gás sulfídrico foi irrelevante.
5.2 - PIRAPORA DO BOM JESUS – 1ª ETAPA DO
ESTUDO (PERÍODO DE
28/04/2004 A 01/06/2004)
Na figura 7, são apresentadas as concentrações horárias de
ETR detectadas no período de 28/04/2004 a 01/06/2004. Neste período, foi
freqüente a detecção de concentrações médias de 1 hora superiores a 29 ppb.

Figura 7 – Concentrações horárias de
ETR – período:
28/04/04 a 01/06/04
A figura 8 mostra o perfil de concentração horária de ETR ao
longo do dia. O gráfico elaborado com os resultados obtidos no período de
28/04/04 a 01/06/04 mostra que a concentração média manteve-se alta
principalmente durante a noite e madrugada, quando há maior ocorrência de
estabilidade atmosférica e ventos fracos, sendo observado um valor médio máximo
de cerca de 36 ppb às 19horas. No decorrer da manhã e durante a tarde, as concentrações médias diminuíram, atingindo um
valor mínimo entre as 12 e 17 horas. No período da tarde, geralmente, a altura
da camada de mistura é mais alta, e com maior ventilação, propiciando melhores
condições para a dispersão. O perfil da figura 8 é produto, além das condições
meteorológicas, do regime de operação da barragem de Pirapora.

Figura 8 – Concentrações médias
horárias de ETR – período
de 28/04/04 a 01/06/04
A figura 9 apresenta máximas concentrações de ETR observadas
em cada horário durante o período de monitoramento. Nota-se que em todos os
horários, durante o estudo, foram detectadas concentrações maiores que 29 ppb.
As concentrações máximas horárias detectadas foram 294 ppb e 290 ppb, nos dias
03/05/04, às 20h, e 24/05/2004, às 18h, respectivamente.

Figura 9 – Concentrações máximas
horárias de ETR – período:
28/04/04 a 01/06/04
Na tabela 3 são apresentadas as freqüências relativas por
faixa de concentração de ETR. Observa-se que a maior parte das concentrações
horárias esteve entre 5 e 29 ppb e que em 2,3% do
tempo as concentrações foram superiores a 100 ppb.
Tabela 3 – Freqüência relativa de
ETR por Faixa de Concentração
|
Faixa de concentração |
Freqüência (%) |
|
Até 5 ppb |
29,4 |
|
> 5 e ≤ 29 ppb |
48,6 |
|
> 29 e ≤ 100 ppb |
19,7 |
|
> 100 e ≤ 200 ppb |
1,8 |
|
Valores acima de 200 ppb |
0,5 |
A tabela 4 apresenta as ultrapassagens do limite de
percepção de odor para o H2S (5ppb) durante a primeira etapa do
monitoramento, no período de 28/04/2004 a 01/06/2004.
A presença de odor causado pelo ETR foi bastante
significativa, correspondendo a cerca de 71% das horas
amostradas nesta etapa do monitoramento quando superou
a média de percepção de odor do gás sulfídrico.
Tabela 4 – Ultrapassagens do Limite
de Percepção de odor de H2S (5ppb)
|
Período |
Nº Total de Medidas (horas) |
Ultrapassagem do Limite de Percepção de Odor (horas) |
|
|
Nº |
% |
||
|
28/04/2004 a 01/06/2004 |
782 |
552 |
71 |
A tabela 5 apresenta as ultrapassagens do valor de
referência da qualidade do ar para ETR (29 ppb)(4).
Concentrações superiores a este valor foram ultrapassadas em 22% do tempo
amostrado.
Tabela 5 – Ultrapassagens do valor
de referência da qualidade do ar para ETR (29ppb)
|
Período |
Nº Total de Medidas (horas) |
Ultrapassagem do Padrão (horas) |
|
|
Nº |
% |
||
|
28/04/2004 a 01/06/2004 |
782 |
172 |
22 |
Embora tenha sido medido ETR e não apenas H2S, o
valor de referência da OMS para H2S de 150 µg/m³ (108 ppb), média de 24 horas, não foi ultrapassado
em nenhuma ocasião nesta etapa de monitoramento.
5.3 – PIRAPORA DO BOM JESUS – 2ª
ETAPA DE ESTUDO (PERÍODO
DE 09/08/2004 A 13/09/2004)
Na figura 10, são apresentadas as concentrações médias
horárias de ETR detectadas na segunda etapa, de 09/08/2004 a 13/09/2004. Os
valores detectados foram, de maneira geral, mais elevados do que na primeira
etapa do monitoramento realizado neste local.
Nesta etapa do monitoramento, foram alcançadas concentrações
superiores a 550 ppb em 2% do tempo. O valor de 550 ppb representa o limite
superior de detecção até onde foi testado o método de análise, sendo que para
concentrações acima de 550 ppb considerou-se este último valor.

Figura 10 – Concentrações horárias
de ETR – período:
09/08/04 a 13/09/04
A figura 11 mostra o perfil das médias horárias de ETR ao
longo do dia. O gráfico elaborado com os resultados obtidos no período de 09 de
agosto a 13 de setembro de 2004 mostra que a concentração média manteve-se alta
principalmente durante a noite e madrugada, quando há maior ocorrência de
estabilidade atmosférica e ventos fracos. As máximas concentrações médias foram
observadas às 19h e às 20h, devendo-se levar em conta que, para o cálculo das
médias, para concentrações superiores a 550 ppb, foi considerado este valor.
Sabe-se que tais médias seriam em alguns casos maiores se fossem utilizados os
valores de concentração detectados, os quais não são, porém, conhecidos com
exatidão.
No decorrer da manhã e durante a
tarde, as concentrações médias diminuem, atingindo um valor mínimo entre as 12
e 17 horas. Este perfil é bastante semelhante ao observado na primeira etapa do
monitoramento e em outros estudos realizados anteriormente pela CETESB(7,8), o que pode ser um indício de
que condições meteorológicas bem como o regime de operação da barragem de
Pirapora podem ser fatores preponderantes nas variações observadas ao longo do
dia.
É importante considerar que, embora os perfis de
concentração média tenham sido semelhantes em ambas as etapas, os valores de
concentração média foram muito mais altos na segunda etapa, entre 3 e 4 vezes,

Figura 11 –
Concentrações médias horárias de ETR – período: 09/08/04 a 13/09/04
A figura 12 apresenta as máximas concentrações de ETR
observadas em cada horário durante o período de monitoramento. Nota-se que em
todos os horários, durante o estudo, foram detectadas concentrações maiores que
29 ppb. Concentrações horárias superiores a 550 ppb foram detectadas nos dias 17, 18, 20, 21, 23,
25 e 30 de agosto e nos dias 2, 7, 8 e 9 de setembro.

Figura 12 – Concentrações
máximas horárias de ETR – período: 09/08/04 a 13/09/04
Na tabela 6, são apresentadas as freqüências relativas por
faixa de concentração de ETR.
Tabela 6 – Freqüência
Relativa de ETR por Faixa de Concentração
|
Faixa de concentração |
Freqüência (%) |
|
Até 5 ppb |
11,5 |
|
> 5 e ≤ 29 ppb |
26,4 |
|
> 29 e ≤ 100 ppb |
34,0 |
|
> 100 e ≤ 200 ppb |
19,5 |
|
Valores acima de 200 ppb |
8,6 |
Na maior parte do tempo, as concentrações horárias estiveram
entre 29 ppb e 100 ppb, sendo que em 2% do tempo as
concentrações foram maiores que 550ppb.
A tabela 7 apresenta as ultrapassagens do limite de
percepção de odor para o H2S (5ppb) na segunda etapa do
monitoramento.
Tabela 7 –
Ultrapassagens do Limite de Percepção de Odor de H2S (5ppb)
|
Período |
Nº Total de Medidas (horas) |
Ultrapassagem do Limite de Percepção de Odor (horas) |
|
|
Nº |
% |
||
|
09/08/2004 a 13/09/2004 |
829 |
734 |
89 |
A presença de odor causado pelo ETR é bastante
significativa, correspondendo a 89% das horas amostradas no período monitorado,
quando se considera o limite de percepção de odor do gás sulfídrico.
A tabela 8 apresenta as ultrapassagens do valor de referência
da qualidade do ar (29 ppb) para ETR(4).
Concentrações superiores a esta foram encontradas em 62% do tempo amostrado
durante o inverno (2ª etapa), portanto, com uma freqüência significativamente
maior do que a registrada no período do outono (1ª etapa), quando o valor de
referência foi superado em 22% do período monitorado.
Tabela 8 - Ultrapassagens do valor
de referência da qualidade do ar para ETR(29ppb)
|
Período |
Nº. Total de Medidas (horas) |
Ultrapassagens do Valor de Referência (horas) |
|
|
Nº |
% |
||
|
09/08/2004 a 13/09/2004 |
829 |
515 |
62 |
Embora tenha sido medido ETR e não apenas H2S, o
valor de referência para H2S de 150 µg/m³ (108 ppb) média de 24 horas, adotado pela OMS para
proteção da saúde, foi utilizado para comparação com as médias diárias uma vez
que pelo tipo de fonte de ETR existente no
município
de Pirapora, o H2S deve ser o composto predominante. Entretanto esta
comparação deve ser utilizada apenas como um indicativo das altas concentrações
diárias. Na primeira etapa do estudo deste valor não foi ultrapassado,
entretanto na segunda etapa este valor foi ultrapassado em 10 dos 35 dias de
monitoramento, a saber, nos dias 18, 21, 23, 25 e 30 de agosto e em setembro
nos dias 2, 7, 8 e
Apenas para comparação na figura 13 são apresentadas as
freqüências relativas por faixa de concentração horária da ETR nas duas etapas
do estudo realizado

Figura 13 – Freqüência
relativa por faixa de concentração horária de ETR
5.4 – COMPARAÇÃO COM
ESTUDOS ANTERIORES
Para comparação, são apresentados resultados de outros
monitoramentos realizados neste município. O primeiro estudo mencionado foi
realizado de outubro de
Tabela 9 – Freqüência
de Ultrapassagem de Concentração de Compostos de Enxofre Reduzido (5ppb e
100ppb), em porcentagem.
|
Parâmetro |
Ano |
Período |
Ultrapassagem do limite de percepção de odor – 5ppb (%) |
Ultrapassagem do valor de 100ppb* (%) |
|
H2S |
1993 |
abril |
58 |
7 |
|
maio |
60 |
11 |
||
|
junho |
55 |
4 |
||
|
julho |
41 |
5 |
||
|
agosto |
50 |
12 |
||
|
1998 |
fevereiro |
27 |
1 |
|
|
março |
23 |
1 |
||
|
abril |
43 |
7 |
||
|
ETR |
2004 |
28abr a 01jun/2004 |
71 |
2 |
|
08ago a 13set/2004 |
89 |
28 |
* 100ppb – utilizado como valor de comparação em estudos
anteriores
Deve-se acrescentar que embora nos estudos anteriores estives