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Lagoa Carapicuiba II
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Extração Minerária & Recursos Hídricos (cap. 2) Comparação entre o número de atividades extrativas de areia em operação na região metropolitana de Paris/França e da região metropolitana de São Paulo – RMSP
Os cursos d'água são notavelmente auto-renováveis, basta ao homem, através de uma nova forma de manejo adequado a ser criado, dê condições para tal. Uma das ferramentas é a promoção das mudanças de camadas tróficas (cadeia alimentar) naquele ecossistema aquático para que ocorra a auto-renovação de suas águas rapidamente.
(*) por Massao Okazaki Introdução: Inicio este artigo com um agradecimento especial ao Google Earth que disponibiliza graciosamente este poderoso instrumento de pesquisa para o público, sem o qual, não teria as mínimas condições de realizar este presente trabalho ambiental. O presente artigo faz parte de um pacote de propostas voltadas para melhorar a qualidade das águas do Alto Tietê de maneira sustentável e garantia de uma nova fonte (incremento) de água bruta de qualidade e quantidade para a RMSP e Baixada Santista denominada de “Renascimento do Projeto Billings” para os próximos 20 anos ou mais. Estendo a aplicação desta proposta a todos os córregos, canais, rios e represas do território brasileiro. As fotos demonstram que a atividade minerária, bem manejada, não causam nenhum prejuízo na qualidade dos rios da região de Paris, pelo contrário, o impacto é positivo. Em outras cidades da Europa onde é feita a dragagem permanente dos canais ocorrem os mesmos fenômenos naturais que depuram a água em Paris.
Águas pluviais perdidas: Para se ter uma idéia da gravidade do problema atual, apresento a seguinte avaliação da quantidade de águas pluviais desperdiçadas pela RMSP, na atual temporada de chuvas que começou em Outubro/07 e que passaram pela barragem de Pirapora: Esse volume de água perdido equivale à capacidade de armazenamento útil total de todo o Sistema Cantareira, ou seja, aproximadamente 900.000.000 m³. Estimei no cálculo, vazão média de descarga em Pirapora ~300 m³/seg, por um período de ~35 dias chuvosos no Alto Tietê. Vale lembrar que a descarga em Pirapora atinge picos de mais de 1.000 m³/seg durante em períodos chuvosos na RMSP.
Objetivos: O grande desafio proposto é, utilizando-se dos maquinários da extração minerária de areia e repetindo-se os mesmos fenômenos naturais que ocorrem nos rios e represas da França, iniciar já os desassoreamentos de todos os corpos hídricos da RMSP/Alto Tietê e prepararmos para, ainda nesta temporada de chuvas, mecanismos para que não continuemos perdendo tanta água de chuva. Acumulação essa que poderia se feita em todas as represas do Alto Tietê especialmente nas represas de Pirapora, Billings e Guarapiranga. Simultaneamente estará dado um pontapé inicial numa ampla revisão nos processos de tratamento de esgotos e nos sistema de esgotamento e drenagem urbana.
Foto nº. 1
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A imagem mostra que em Paris e arredores, em uma área aprox. de 4.000 km², existem em funcionamento cerca de 100 pontos de extração minerária (areia) incluindo os portos de descarga de chatas do serviço de dragagem dos rios e canais para mantê-los navegáveis. Pode-se perceber que os rios franceses se apresentam em melhores condições que os rios brasileiros. Foto nº. 2
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Por sua vez, nesta segunda imagem da RMSP abrangendo uma área também de aproximadamente 4.000 km², nenhuma atividade extrativa de areia foi localizada, nem de cava, nem de leito, a única que funcionava na lagoa de Carapicuíba foi fechada em 2005 e suas águas foram tomadas por cianofíceas verdes.
Foto nº. 3
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Esta imagem mostra três pontos de atividade minerária de extração de areia de cava nas margens do rio Sena. Encerrada a atividade minerária, a maioria das cavas são aproveitadas para armazenamento de águas de chuva e que devem servir também para abastecer os canais irrigação agrícola e para as operações das dezenas de eclusas existentes por toda a França. Muitas cavas são também transformadas em áreas de lazer outras aterradas para a agricultura.
Foto nº. 4
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Esta imagem mostra dois pontos de descarga em operação das chatas do serviço de dragagem. O serviço de dragagem é realizado constantemente nos rios e canais para mantê-las navegáveis. A areia é separada e aproveitada na construção civil.
Perguntas: Pergunto para as autoridades, ambientalistas, técnicos e pesquisadores: 1- Os franceses estão errados em permitir o funcionamento de tantos portos de areia em meio a zona urbana, zona comercial, zona industrial, zona rural e até mesmo próximas de áreas de preservação? 2- Não deveríamos estudar quais os fenômenos naturais que lá estão ocorrendo e aplicá-los no Brasil? 3- Não chegou a hora de revermos o atual plano de manejo de nossos corpos d'água e de sua biodiversidade em busca de uma forma absolutamente sustentável? 4- Não seria hora de, dentro deste novo plano de manejo dos corpos hídricos, tratarmos a água contendo esgoto industrial, comercial ou doméstico, primeiro, para a fauna e flora aquática e somente depois para uso humano? 5- Não poderíamos contar com as propriedades dos colóides dos solos e atingirmos o item acima? 6- Não está na hora de contarmos com as cavas dos portos de areia e das pedreiras para acumularmos as águas das chuvas? 7- Na França se admite o lançamento de lodo de ETA em rede de esgoto e em rede de águas pluviais e mais a adoção sistema misto de esgotamento não seriam os motivos da melhor eficiência das ETEs da França?
Conclusão e referências: As imagens não deixam nenhuma sombra de dúvida de que poderemos sim contar com a atividade extrativa de areia para continuar fornecendo material barato para a construção civil, finos para lazer (praias) e finíssimos (colóides) para os corpos hídricos. Repetindo, as sílicas e silicatos (colóides dos solos) são substratos importantes para as diatomáceas que são a base da cadeia alimentar, portanto, de crucial para nós humanos também, afinal pertencemos ao reino animália. Ver referências sobre colóides do solo em: http://www.webcentral.com.br/massao/pg006.html Contando com os fenômenos que acontecem em Paris e em outras cidades européias, poderíamos fazer uso das águas da lagoa de Carapicuíba para melhorarmos rapidamente as águas do Tietê, entre Osasco e Santana de Parnaíba, diminuindo sensivelmente a emanação de gases fétidos. Este assunto será tema de outro artigo propositivo que será publicado em breve.
(*) Massao Okazaki – Bacharel em Eng. Civil - Mack/77 Pesquisas livres e voluntárias, desde o ano 2000, na questão dos recursos hídricos e dos problemas socioambientais - Membro do Comdema de Jundiaí desde 2003. Propondo desde então uma nova forma de tratar os esgotos domésticos e industriais e chamando a atenção para iniciarmos a despoluição, já, do rio Tietê. Em comemoração do Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil dedico à pátria brasileira. A disposição para esclarecimento via este portal.
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